Em nossas andanças pela cidade, sempre de cabeça erguida, ouvidos bem abertos e boca pronta para falar, observamos atentamente várias atividades esportivas realizadas cotidianamente em nossa comunidade: corrida (caminhada), futebol, dança, capoeira, lutas marciais, basquete, skate, vôlei, queimado, dama e recentemente até o mundialmente, afrancesado le parkour tem sido praticado em vários locais da cidade, mas sempre é visto no entorno da antiga prefeitura. Todas estas práticas esportivas querem espaço, normas, segurança, infra-estrutura e apoio, claro que em níveis diferentes. Por iniciativa própria, incentivo de pais, escola, amigos ou mesmo pela necessidade de manterem-se saudáveis, fazem com que todos os dias muitas pessoas saiam de suas casas em busca de praticar alguma atividade física.
Um dos espaços mais requisitados para desempenhar exercícios e praticar treinamento de certas modalidades é a concorridíssima “estrada da Santinha” na “entrada” da cidade. Para uns, debaixo das Asas do Carcará virou ponto de partida rumo à boa saúde; para outros, e tão simplesmente ponto de encontro entre amigos. Na verdade sob o olhar fixo de João do Vale a sociedade pedreirense tem uma boa válvula de escape das pressões do dia-a-dia.
Mesmo sem a devida atenção por parte do poder público, os praticantes de esportes não deixam esmaecessem pela falta de um espaço adequado livres de trânsito de carros, motos e caminhões que por muitas vezes passam em alta velocidade.
A prefeitura perde a oportunidade de oferecer um bom serviço, pois, deveriam programar-se e implantar no local um parque aparelhado para extensão das atividades, assistência primária de saúde e orientações em geral, promovendo e estimulando a forma correta de se fazer exercícios. Perde também a chance de mobilizar as pessoas e trazer patrocinadores da iniciativa privada. A prática esportiva amadora e profissional, hoje, sobrevive com sobejos e amores. Atletas que queiram competir profissionalmente em outras cidades não têm muito que fazer: ou tiram do seu próprio bolso; ou ganham alguma ajuda de empresas privadas e pessoas como: o senhor Luiz da Norte Sul ou Lauriano empresário de bicicletas.
Destaco entre todas as modalidades uma que sempre é renegada, mas não esquecida: Os praticantes de Ciclismo. Tive a oportunidade de conversar com alguns deles. Falaram que somam um total de 40 atletas, alguns buscam a profissionalização; seus treinamentos são feitos na MA-122 entre Pedreiras e Peritoró. Esses rapazes buscam apoio e um melhor reconhecimento do seu esporte pela sociedade. Reclamam ainda da falta de mais apoio do poder público e empresas privadas.
Nós enquanto integrantes da comunidade pedreirense, devemos participar e apoiar, qualquer prática que nos satisfaça, dê prazer pessoal e mantenha a mente livre das coisas do mal. Minha mãe sempre me ensinou que: "Mente Vazia Oficina do Diabo"
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| Estátua de João do Vale, Pedreiras, MA |
"Falta de ocupação não é repouso; uma mente absolutamente vazia vive angustiada".