Texto: Elgonzales Almeida
É impressionante como as coisas, dependendo do contexto, mudam de valor rapidamente. Quando a proposta é o aumento de salário dos deputados, governadores, aumento do número de vereados nos municípios, etc. tudo é resolvido em irrisórias burocracias, porém, quando o assunto é o piso salarial dos professores, hum, a questão começa a ter sérios contratempos.
A notícia vinculada nas redes de comunicação que o piso salarial dos professores passaria a compor a margem de 1.451,00 caiu como uma bomba na vida administrativa de muitos gestores públicos.
Alega-se que o prejuízo será enorme aos cofres públicos, principalmente aos municipais, cerca de 7 milhões a mais. Há quem afirme que algumas prefeituras não conseguirão suprir a demanda.
O mais engraçado nesse contexto, é que a viabilidade de economizar, em cima do professor, torna-se mais viável que combater a corrupção política administrativa. Porque não se combate as muitas pessoas que trabalham em cargos comissionados, funcionários laranja e fantasma, que se quer pisam nas dependências municipais para exercerem suas funções?
Enquanto que em países como a Argentina o investimento educacional, elevou o país a índices honráveis de valorização, no Brasil a cada dia se usurpa o papel do professor, como um agente modificador do meio. É simplesmente lamentável ver tantos políticos compensando suas enroladas no suor do professor, é revoltante.
Bem afirmou Alexandre Garcia quando disse que o professor precisa e merece ganhar bem, pois o que temos hoje é uma educação medíocre, profissionais mal formados e com salários péssimos. Como pode uma nação inteira, representada por autoridades dita e vista como competentes, desprezando um salário, que ao meu vê ainda é pouco, ao professor que tanto contribui para que o país não se afunde de vez. E ainda se vincula rotineiramente que a “base de toda conquista é o professor”, o que verdadeiramente temos conquistado se “fora da educação, não há salvação?”.









