
Se encantem, mas não se espantem com a falta de dó
Daqueles que te ladeiam pensando ver-te de um ângulo só.
Do alto das Novenas reza-se sem problema contra os quiproquós
Não há o quê dê jeito na falta de respeito nem no amargo do jiló
Mulher de qualquer um: desejo-te um anun e o beijo do potó
Da ponte, acalanto-me ao ouvir o pranto na poesia do corró
D’onde ecoa o torpe grito de fome, que anseia por abobó
Onde: loca vira maloca, Pedro vira Pêdoca e liro vira bodó.
Nossa terra exala o podre cheiro da flor, n’um frasco de loló
Clara noite de aventura se perde a ternura em carreiras de pó.
O chumbo que se pesca também cala o canto doce do alegre curió
Na sala que o chão fabrica uma fina fábrica de forró
Morena que encanta as noites nas orgias de um xodó
Paletó falsa folia, que vai buscar a magia nas noites de Codó.
Na alegria encarnada, se encerra a troada na Gira do catimbó
Peço à Graça: que não deixe entrar na praça, um prefeito Bocó.
Já não basta a enchente, a falta de dente e o secretário Filó
Encerro com uma linha, pois roubaram as duas que tinham rabicó!








