Quem nunca ouviu falar neste dito popular: “Atrás de um grande homem sempre tem uma grande mulher e vice-versa”?! A frase se refere a pessoas inteligentes, que fazem boas escolhas, sabem o que é importante para si, que prezam não somente pela aparência física do companheiro ou companheira, e sim pelo conteúdo que eles podem acrescentar em suas vidas.
Como toda regra tem exceção, neste mundo de meu Deus, existem também aquelas pessoas notáveis que descartam ou não dispõem do privilégio de ter consigo um ser centrado, muito pelo contrário, carregam a triste sina de ter por trás, ao lado, à frente (ou em qualquer lugar) uma figura bastante conhecida: o bajulador!
Uma vez eu li que estes xeretas surgiram na época do Brasil Colônia, quando os oficiais do Exército, ao serem transferidos para outras cidades, chegavam levando os seus pertences num saco de pano quando estavam procurando um lugar para pousar, aí sempre aparecia alguém querendo pegar o saco para ajudá-los, de olho na gorjeta ou em qualquer benefício.
Pois é! Esse povo também fez parte da nossa história e resiste até os dias atuais dirigindo elogios interesseiros a alguém.
Bajular vem da palavra latina: bajúlo, e significa “levar algo ou alguém no colo ou nas costas”. Qualquer ser sensato identifica com facilidade os diversos tipos de aduladores seja na ficção ou na vida real.
Hoje em dia observamos que o bajulado é que leva o puxa-saco nas costas... O sustenta, o conduz a todos os lugares, porque eles não se desprendem nem com reza forte!
Estes aduladores são peritos em pegar carona na fama de seus embandeirados; lá estão eles: em eventos íntimos, sociais e culturais, nos canais de comunicação, redes sociais; fazem tudo para aparecer nas fotos por cima do ombro de figuras importantes da sociedade, autoridades, políticos ou candidatos, como se isso demonstrasse que eles são muito próximos. E o pior é que isso acaba pesando na hora de conseguir votos, devido a grande antipatia popular.
Sentem-se ameaçados quando alguém se aproxima do seu pau com sombra e promovem a discórdia, destilando a fofoca, falam sem pensar e agem incorretamente sem perceber.
O “babão” carrega bolsas, malas, celulares, agendas, o que for possível. Prontifica-se a resolver qualquer pendência, faz favores, e mandados. .
Até mesmo a bíblia adverte para termos cuidado com estes “xeleléus: No livro de 1 Tessalonicenses capítulo 2 versículo 5 encontramos: “A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha.” Mas, poucos temem as palavras do Senhor.
Este ano nos depararemos intensivamente com este tipo de gente que acha que ajuda e acaba atrapalhando e muito! Alerto aqueles que pretendem conduzir nossos destinos pelos próximos quatro anos: O orgulho e a vaidade atrapalham a visualização do bom senso.
Senhores candidatos, grandes comitivas ou casa cheia não quer dizer supremacia, abram os olhos e vejam quem só quer comer a merenda!
O povo romano dizia em outros tempos: “a adulação consegue amigos, a verdade inimigos”.
Talvez este seja o motivo de grandes amizades desfeitas. Nem todos estão preparados para ouvir a verdade. Tem gente que se ilude com as armadilhas de acesso a vida pública e mesmo distante a anos luz de alcançar o poder, age como o pavão que desfila sua soberba. Mas este é um outro assunto... Procure ouvir mais quem sempre esteve firme e forte ao seu lado nos diversos momentos de sua vida.
SABEDORIA minha gente, SABEDORIA! Não abandone o carinho da família e dos verdadeiros amigos, escutem a VERDADE! Tenham MODÉSTIA! Sim, esta é a única maneira de se defender destes capachos.
O objetivo deste texto não é ofender ninguém e sim ajudá-los a entender a distinção entre uma verdadeira gentileza e uma intervenção com segundas intenções.
Um abraço a todos!
Katyane Leite
Graduada em Pedagogia
Pós graduada em Docência do Ensino Superior e Gestão Escolar
Mestranda em Ciências da Educação
Supervisora Escolar da Rede Pública Estadual e Municipal de Pedreiras.
Repórter









