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20 ANOS DE BAR DO ÍNDIO PARTE 1 - POR MOISÉS ABÍLIO

sábado, 5 de maio de 2012


A arte de fazer, e bem fazer. É vento de arte, que sopra e atinge a todos. 

Para usar o jovial termo, que é moda entre a turma do que costuma utilizar, o internautês. Houve um verdadeiro compartilhamento, sim, por que peixes de todos os cardumes, flechas e danças da chuva, de todas as tribos, renderam-se a ao ato de festejarem o dia do índio. 

Que 19 de abril, que nada. A poética tem seu próprio calendário, regido pela ampulheta da arte de lapidar, a maior joia de um povo, seus costumes e feitos, e sobre este efeito, Samuel Barreto, usou e abusou da arte de declamar. O choro foi livre, de sorriso escancarado, um dos Zés, este baiano, e grupo fizeram uma repaginação do samba de breque, e breque é saber ser, ou até mesmo cair. Se os astros podem, Vicente pode cair tão bem que nem sequer largou o copo. 

No tom do sorriso de Maria, Edivaldo dizia, a todas, que todos que o são... Apaixonados, filhos, netos e fez valer sua plantação, não meus caros, não de milho, sim de filho que geram netos. 

E Melo o Chagas, sem nenhum um aumento, proemiou o jumento, na noite em questão. 

E sem aposento, Luís fernadiou, e na sua voz sem chiado, assistia atento a Manuel Santana e Paulo Geovanna, e Neto cantarem na voz e no tempo. 

Paul Getty fez e não disse, não faltou seu momento, de mecenas da cultura. Zé Lopes, poesia pura. Para a noite ficar completa, o Dias deu o recada, e a banda ? Nome pra que? O que vale é valer, o poder da canção. 

E o coração dos românticos, com todo valor, Fernando Sérgio cantou e como sempre arrasou. 

Na pedalada da data, o grupo cidade, passou em macha lenta, e grupo completo dos Pachecos assinou o ponto. Helvécio, Alan, Ronaldo, Henrique, e tantos que ali escreveram na página da história eternizada. Do bar, que bar é que? Que reúne deputados, estaduais e federais, onde não se chora as dores, vereadores, atuais e exs, e agora os outros, que esperam ainda sua vez. 

Poeta de blog, Falou também de Maria, não de uma, mas de três: Pedras verdes, Paul Getty e Moisés Abílio, todos ali no batente, juntando o VIP Mearim, unido as patentes, Major, e a tenente, acompanham o mesmo ideal, que acompanham a rima, Totonho e Lima marcaram um tento. Cultura alento, do povo em geral. 

Pare e pense. Neste liquidificador ligado, tudo sendo processado na máxima velocidade, e em todos os acordes da imensa orquestra, e plateia na festa do imenso teatro. O maestro Joaquim Filho, dar o tom, e com os pés na terra, sem os versos alados. Não saia de cena. Não feche a cortina. São só vinte anos que a cultura comemora. 

Que pena, Índio, não terá parabéns. Gostaria, mas não posso, por que ele não é teu. É NOSSO.



  
                  
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