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sábado, 26 de maio de 2012

FOTO:  MARIANÓPOLIS - MA, ARQUIVO PEDRAS VERDES


“Seu Doutor, uma esmola para o homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”... 

( Luis Gonzaga – Rei do Baião )

Nenhuma nação é edificada e subsiste mediante esmolas para o povo. Os governantes da antiga Roma insistiram em dar "pão e circo" para sua população, e o resultado foi a degradação moral daquele povo. Todo crescimento saudável na área econômica, social e política provém do trabalho, da perseverança e da disciplina ética e moral.

A político paternalista, parte do princípio de se tirar proveito da miséria dos outros e dela aparecer como o salvador da pátria. É quando ele está ciente da situação do pobre, lhe oferece uma ajuda imediata para diminuir a situação deplorável em que este vive. E quando o faminto encontra esta mãozinha com um prato de comida ou alguns centavos de reais, para “zerar fome” ou decretar a fome zero” sem sombras de duvidas, lhe terá uma infinita lealdade e gratidão.

Já dizia Zé Ramalho, Ê vida de gado! Povo marcado êi! Povo feliz!!!!. A política Paternalista é feita por políticos inescrupulosos que se escondem atrás de uma suposta “capa” para tirar proveito. É ser sujo, e pousar como limpo, é ser fascista e parecer socialista para ser respeitado ou defendido por pseudo socialistas. Não importando suas ações, esses que praticam o assistencialismo estão livres e protegidos de críticas por conta do famigerado jargão que se criou em torno deles“ ele rouba! mas faz!”.

Essa praga cresce e se espalha, na condição deplorável do pobre que tem a consciência roubada, na sua saúde frágil, é na sua escassez de alimento e dinheiro. É uma ação social ilusória, enganadora, parece boa mas é egoísta, pois serve especialmente para promover oligarquias que perpetuam-se e se alternam no poder, instituindo seu regime ditatorial e totalitário, não acaba a miséria pois não lhe é interessante o fim dela, visto que sobrevivem da mesma. A política socialista, prima pela melhor distribuição de renda, visa oportunidades onde o pobre possa ser capaz de suprir suas próprias necessidades com condições básicas de dignidade humana através de seu próprio suor.

Se não houver meios de se fazer uma política limpa, onde os princípios de dignidade seja para todos os cidadãos, viveremos presos às vontades das classes dominantes que não se mobilizam para o fim da miséria camuflada com o Bolsa-Família de 1,12 reais, preferindo instalar no pais o Bolsa-Corrupção( Mensalão) pagando 150.000,00 ou cento e cinquenta mil reais para os deputados do esquema para aprovar as medidas do governo inclusive bolsas sociais. É preciso livrar-nos desta pratica e termos a consciência de que o assistencialismo como promoção eleitoreira é um câncer social avassalador que deve ser arrancado da política, da sociedade e da consciência do eleitor.

É no entanto dar ao homem, não o peixe, mas ensiná-lo a pescar lhe dando condições para que este adquira sua verdadeira liberdade. A política justa, parte do princípio onde as pessoas não tenham que viver de esmolas, mas que tenham condições auto-suficientes para suprir o mínimo de suas necessidades com dignidade e trabalho. Abaixo essa política assistencialista com sua hipocrisia podre e egoísta, política insana que sobrevive da famigerada miséria de seu povo!

José Luiz

É escritor e poeta da Confraria das Letras Corrêa de Araújo
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