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O POVO QUER FALAR: DIVALBER VIEIRA, FLAGRANTE EM ESTRADA NO MARANHÃO

terça-feira, 26 de junho de 2012

 SITUAÇÃO ROTINEIRA NAS ESTRADAS QUE CORTAM O MARANHÃO

Nas minhas constantes-obrigatórias-e-frequentes viagens de Pedreiras a Tuntum, sempre encontro situações inusitadas ou algo interessante no percurso. Veja as imagens postadas e analisem comigo: 

As pessoas são transportadas sem nenhuma segurança e, quando eu digo nenhuma, é no sentido literal da palavra mesmo. Confesso que, a cena me deixara um tanto estarrecido, e uma reflexão me veio à cabeça: 

Vivemos realmente em mundos bastantes diferentes uns dos outros! 

Senão vejamos: É de se entender que pessoas se submetam a transportes dessa natureza onde o mesmo é a ÚNICA opção, mas, neste caso, trata-se de uma rodovia federal, bastante movimentada, com dezenas de vans e ônibus passando a cada trinta minutos e ainda tem gente que usa esse tipo de condução, expondo-se ao iminente risco de vida. Logo se percebe que se trata de um problema cultural, essas pessoas, apesar da evolução dos transportes, ainda procuram estes meios primitivos talvez por conta de acharem - consciente ou inconscientemente - que este é o tipo de condução apropriada ao seu estilo de vida, causando dessa forma, uma auto-exclusão social. 

Ali ninguém liga para perigo: nem motorista que dirige com o braço de fora, nem os rapazes pendurados atrás do carro, nem pais e mães que colocam seus filhos nesta situação e nem o Estado, que deveria ver e zelar pelos seus. 

Já que citei o Estado, pergunto: Onde estão os órgãos fiscalizadores desta rodovia? Cadê a Polícia Rodoviária Federal? Serão coniventes com tal prática? Por que, ande com o licenciamento do seu carro atrasado por ali, ou com uma película um pouco mais escurecida que eles chegam “rente” como abutres (estão certos, eu sei, mais ainda assim registro minha indignação). 

Enfim, uma simples situação me fez refletir nas nossas mazelas rotineiras, coisas nossas... só nossas, que um dia hão de não mais ser, que elas fiquem apenas neste hoje, e que ele se torne um pretérito distante, eu espero! Temos uma boa oportunidade, esse ano, de começar a mudar este cenário, colocando a consciência à frente do nosso voto. 

 DIVALBER VIEIRA

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