(E) Pequeno público que compareceu (D) público, metade foi embora no final do 1º bloco
A realização do debate que se deu no Clube Estação Cidade, neste sábado próximo-passado, dia 15 está dando muito que falar nos quatro cantos da cidade: o que esse blog ouviu esse fim de semana, nos bares, nas praças, na feira, nas empresas públicas e privadas, nas ruas, nas avenidas, em velório, nos restaurantes e, agora está dando o que falar nas redes sociais, não é brincadeira. Não queremos aqui tirar o mérito e a boa intenção que tiveram as pessoas envolvidas. Longe desse blog a intenção de tirar-lhes os méritos e a boa vontade com que articularam juntamente com demais colaboradores, para um debate que tinha tudo para ser de alto nível, transparente e bem participativo pela nossa população.
Que o debate eleitoral entre candidatos a prefeito de Pedreiras deveria ser uma ótima coisa para o munícipio, isso é indiscutível e, qualquer pessoa de bom-senso sabe que discutir políticas públicas e questões pertinentes à cidade, é uma maneira bastante eficaz dos candidatos exporem sua ideologia, objetivos, metas e demonstrar para o povo as suas boas intenções para com a cidade em que eles nasceram, cresceram e que viram sua evolução e conhecem a fundo os seus problemas reais.
Porém, para que isso pudesse ter acontecido, seria extremamente necessário que tivesse regras feitas às claras, com parceria de instituições imparciais e idôneas; pois, assim, o debate passaria a garantia de vitrine para questões sérias e urgentes para a nossa cidade.
O primeiro debate realizado em Pedreiras, promovido pelo SINDSERP (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pedreiras), apesar de ser feito com uma intenção louvável, não acorrereu a contento devido a falhas que fizeram com que o evento não tivesse a credibilidade desejada. Um acontecimento inédito e histórico que tinha tudo para ser bom, acabou sendo mais um episódio anódino na história de nossa cidade. Claramente, um palanque armado, onde maior parte do tempo os candidatos Simplício Araújo e Dr. Walber, permaneceram tranquilamente expondo suas falas. Quer dizer, não houve debate, os dois candidatos que compareceram, no afã de que num futuro bem próximos vão estar abraçados e juntinhos para ganhar as eleições, ficaram trocando cortesias, elogios e cumprimentos afáveis.
Quando Simplício Araújo fez sua apresentação ao público presente, e, ao se dirigir a Dr. Walber, ficou claro que nos bastidores existem conversas, “namoros” e admirações de um grupo para com o outro. E, na sua apresentação de 3 minutos, o rapaz de Bacabal foi tão gentil com Walber que na hora as pessoas pensaram que o Simplício Araújo iria abrir e apoiar Walber.
Walber também não perdeu a oportunidade de em seus 3 minutos de apresentação também devolver as gentilezas ao rapaz de Bacabal, o candidato do 23, numa demonstração prévia de que ali não iria haver um debate, mas sim um palanque para que ambos pudessem se pronunciar e fazer a mesma coisa que já vêm há dias fazendo em suas palestras.
Mas o que as pessoas estão reclamando e estão falando nos quatro cantos da cidade, é que para se fazer um debate desta envergadura, sem a parceria de outras entidades, é inadmissível; Permitir que pessoas diretamente ligadas a candidatos participassem da realização do evento, sem a devida transparência; mesmo que o mediador seja uma pessoa idônea e sem qualquer mácula aparente, faz-se necessário que o mesmo seja provindo de campo neutro e sem qualquer ligação com qualquer uma das partes; apesar das regras claras, o público não se conteve durante toda a realização do debate e se manifestavam a todo o momento, sem qualquer tipo de contenção. Um debate desta importância deveria ser divulgado e transmitido na mídia local, neste caso, rádio, internet ou mesmo telão, em praça pública. O espaço utilizado, apesar de amplo, não seria o ideal, pois, claramente percebemos que, se houvesse um debate mais acirrado, o debate nem chegaria ao fim. O público que não era grande, na metade do segundo bloco, já deixava o debate, as cadeiras que estavam a maioria ocupadas, agora sobravam.
O candidato Simplício Araújo, de forma bastante eloqüente, fez render seu espaço, conseguindo expor seus pensamentos de forma bem audível, entre réplicas e tréplicas, o candidato colorado apresentou suas propostas e pouco se confrontou com o candidato Walber Rodrigues. Em meio a aplausos, a cada frase de efeito que lançava, o público que acompanhava sua fala o ovacionava fortemente, assim, quebrando uma regra clara do debate.
O candidato Dr. Walber, a surpresa da noite, com muito equilíbrio e sensatez mostrou seus conhecimentos e muito convenceu ao público. Walber vinha sendo criticado pelo seu antigo grupo e sendo acusado de ter um discurso fraco; no entanto, não foi o que mostrou. O candidato distribuiu respostas certeiras e pensamentos construtivos e um bom conhecimento de causa dos problemas da cidade. Sem dúvidas, com todas as pessoas que conversamos no local, destacaram a participação de Dr. Walber, pela sua postura diante do povo.
O “candidato” Ivaldo Lima, que ainda “briga” na Justiça para ter a sua tão sonhada candidatura e, que segundo seus assessores se preparou para esse debate, não foi aceito pela organização do “debate”, determinação essa que deixou alguns integrantes do grupo de Lima muito irritados, chateados e que também criticaram o evento e que também passaram a acreditar que tudo isso fora armação, um palco montado para passar para o povo uma falsa imagem de que o candidato Simplício Araújo é o mais preparado para a Prefeitura de Pedreiras, pensamento esse que já fora desconstruído pela opinião popular depois de tudo que aconteceu no Clube Estação Cidade.
O candidato Totonho Chicote, que não compareceu ao debate deve justificar sua falta.










